O que a ATHENA7 resolve, e por que foi construída assim

A ATHENA7 é a plataforma de canal de denúncias desenhada a partir da experiência de mulheres em ambientes corporativos. Ela resolve um problema específico: canais que existem para cumprir auditoria e falham no momento em que alguém precisa usá-los. Cada decisão de projeto da plataforma responde a uma dessas falhas.

Pontos principais

Perguntas frequentes

O anonimato é real ou é só uma promessa na tela?

É arquitetura. A denúncia não tem campo de IP, de dispositivo nem de identificação — essa coluna não existe no banco, então não há o que vazar, entregar por ordem judicial ou descobrir por engano. Quem relata recebe uma chave de acesso e é por ela que acompanha o caso e conversa com a empresa. Perdida a chave, nem nós recuperamos o relato: é o custo de não guardar nada sobre a pessoa.

A empresa recebe a denúncia por e-mail?

Não. O e-mail avisa que existe um relato novo e leva a chave, o canal, a gravidade e um link — nunca a narrativa nem qualquer nome. Conteúdo de denúncia em caixa de entrada é conteúdo encaminhado, impresso e comentado no corredor. Para ler o caso é preciso entrar na plataforma, e essa leitura fica registrada.

O que acontece se a empresa atrasar o pagamento?

O canal público continua no ar. O acesso da equipe ao painel é pausado, com aviso e prazo, mas a porta por onde a denúncia entra não fecha. Manter o canal é obrigação legal da empresa perante a Lei 14.457/2022, e transformar essa obrigação em alavanca de cobrança significaria deixar uma vítima sem canal por causa de uma fatura.

Por que três canais e não um formulário só?

Porque as situações são diferentes e quem relata precisa reconhecer o lugar certo. O Canal da Mulher trata de assédio e violência de gênero; o Canal de Integridade trata de fraude, corrupção e desvio de conduta; e há o protocolo específico da Lei 14.786/2023 para casos de importunação em eventos. Um formulário genérico faz a pessoa escolher entre categorias que não descrevem o que ela viveu.

Como a empresa prova depois que conduziu o caso corretamente?

Com documento assinado digitalmente. O relatório do caso e o registro de atendimento saem assinados, com código de verificação que qualquer pessoa pode conferir num endereço público — sem acessar o conteúdo, apenas confirmando que aquele documento é autêntico e não foi alterado. É o que transforma o trabalho de apuração em prova oponível.

Em que a ATHENA7 é diferente das outras plataformas?

Menos no que ela faz e mais no que ela se recusa a fazer. Não guardar identificador de quem denuncia, não mandar conteúdo por e-mail, não desligar o canal por inadimplência e não abrir canal de demonstração ao público são decisões que reduzem conveniência comercial em troca de proteger quem relata. Cada uma resolve uma falha concreta de canal que existe no papel e não funciona na hora.